quarta-feira, julho 22, 2009

Há 2 tipos de pessoa:

- tipo 1: tem a vida planeada desde o dia em que nasceu. Cumpre tudo o que é suposto. Não vai estudar para fora para não ceder ás tentações da noite universitaria. Acaba o curso porque a mamã quer um filho doutor. Arranja o primeiro emprego. Não gosta mas não procura outro. Trai a namorada vezes sem conta. Casa com a namorada de sempre porque já faz parte da familia. Continua no mesmo emprego e queixa-se cada vez mais da vida que leva. Tem um filho porque a mulher quer. Compra uma casa nova porque a mulher quer. Faz tudo o que ela quer para não ter de a ouvir. Arranja uma amante. Apaixona-se pela amante. Não deixa a mulher porque dá muito trabalho mudar a rotina. Mantém as 2. Não satisfaz nenhuma. Recebe uma proposta de emprego. Não muda. Apresenta uma lista de coisas que o impedem de o fazer. A casa, a mulher, o filhos, a mamã... Continua a queixar-se da vida. Não faz nada...mas vive confortavelmente...

- tipo 2: vê a sua vida como um livro em branco no qual vai escrever a sua propria historia. Vai estudar para fora e muda de curso 2 vezes até perceber o que quer. Namora, acaba, namora, acaba, namora, acaba,... até encontrar a tal. Acaba o curso. Muda de emprego 3 vezes e vai subindo de posto. Casa com a mulher que escolheu. Ás vezes sente-se infeliz. Mas percebe que tem a vida que escolheu e pela qual lutou. E continua a lutar. Está mal. Muda outra vez. Tem problemas com a mulher. Arranja uma amante. Percebe que viver 2 vidas é o mesmo que não viver nenhuma. Decide passar um tempo no Tibete para resolver o que quer. Regressa e entrega-se á vida que escolheu. Continua insatisfeito...e sofre...porque não encontra mais hipoteses de mudança...

*esta comparação foi feita no masculino mas tb poderia ser no feminino. Seja como for, cada vez me convenço mais que o tipo 1 é bem mais feliz...e que eu cada vez tenho teorias mais estupidas e possiveis problemas mentais...

3 comentários:

Le Enfant Terrible disse...

Deixa-me dizer que tanto o tipo 1 como o 2 são dois extremos. Acho que o ideal é um meio-termo. Contudo considero que o tipo 1 pode ter mais estabilidade, mas chegará ao final da vida sem saber que viveu, morre ignorante. Já o 2 sofre, luta, mas vive, pode andar sempre em mudança, em luta interna, mas os poucos momentos de felicidade que tem serão equivalentes a toda a vida do nº1. Há por isso que temperar a coisa.

Poetic GIRL - BELA disse...

Parece me que os do tipo 1 não vivem, mas sobrevivem. E isso é o pior que se pode fazer, pois a vida vai passando e quando dão por ela já é tarde demais. Realmente nada como o meio termo nesses dois exemplos que referis-te. Nem 8 nem 80 como se costuma dizer.. bjs

MGomes disse...

não achas k tudo isto é mto do tipo: tudo ou nada?! mas decobri o cerne da coisa.... é a amante! é o ponto em comum...! ;)hipotese: ter várias e não se prender a nenhuma em particular ou ficar só com a k é legalmente aceite :) bj